quinta-feira, 30 de julho de 2009

Vai uma maconha aí?

Meu intuito ao escrever esse artigo não está associado a algum tipo de crítica ou apologia, mas à espontaneidade de mostrar os fatos e deixar que vocês reflitam. Lembrando que tudo mencionado abaixo é um composto de opiniões próprias e o que pra mim tem uma conotação, pra você pode ter outra.

Vamos começar com um estudo psicológico. A reforma social trazida pelo mundo moderno é fantástica do ponto de vista tecnológico. As facilidades que temos em transformar uma ação nossa em notícia no Twitter, por exemplo, faz parte desse contexto colaborativo e interativo do mundo digital. Mas o mundo globalizado trouxe para as sociedades certas facilidades que se tornaram costumes: as pessoas quererem sempre o que de fato é mais fácil de se conquistar.

  • E o que isso tem a ver com a Globalização?
Simples, "Ela" condicionou as pessoas a acharem que o tempo é curto, que tudo passa rápido. ((Veja bem, a Terra não está rodando mais rápido, nós que estamos vivendo numa era onde uma infindável quantidade de informação está jogada no ar e precisa ser organizada. Leia mais sobre a era da informação...)) O fato de termos que assimilar esse imenso volume de informação o tempo inteiro, cria em nós a sensação de falta de tempo pra digerir tudo o que acontece. E o resultado final: tudo pra nós é emergencial, nos sentimos presos em um mundo que criamos para nós entitulado de "cheio de coisas para fazer". As pessoas estão apressadas e sem paciência e optam pelo que é mais simples e rápido.

  • E a relação com o uso?
Essas pessoas estão propensas a terem problemas na organização de ideias, podendo não raciocinar direito e assim enfraquecerem sua personalidade. Se forem apresentadas a esse mundo estão propensas ao uso. É bem irônico como aquilo que lhe informa pode lhe desinformar.

  • Pessoas propensas ao uso:
  1. Crianças que crescem no submundo. Elas em momento algum são apresentadas a vida em um contexto diferente do seu. A falta de oportunidades aliada a uma cultura "local" tende a levar as crianças para esse mundo e no futuro quando já não há volta, elas (agora adultas) percebem ou não o que fazem.

  2. Jovens de classe média-alta e alta que se enquadram no cenário do liberalismo e da era da informação. A estas pessoas são apresentadas infinitas oportunidades, e geralmente possuem um nível cultural acim do padrão nacional. Ouço muitos dizendo: "Vou é pra Holanda, lá é tudo liberado!" Sua mente é fraca e muitas vezes manipulável, são alvos fáceis das drogas.

  3. Os curiosos que ao experimentarem se viciam e não querem outra vida, e não porque não querem largar, mas porque não conseguem. Essas pessoas geralmente destroem suas famílias, quando o dinheiro pra manter o consumo acaba ou quando o consumo se torna superior ao seu limite salarial (se é que há algum) eles partem para a venda de objetos pessoais, logo depois a família descobre (porque geralmente consomem escondidos) e os expulsam de casa. Essas também são pessoas de cabeças fracas, mas não pelo excesso de informação, mas por alguma disfunção, nativa falta de personalidade ou são apenas curiosos que não se controlam e não pensam nas consequências.

  4. Prostitutas. O submundo é vasto e as drogas aqui são apenas um aperitivo.

  • Conclusão
Temos 2 grandes grupos de pessoas que possivelmente se envolvem com as drogas: As do submundo (prostitutas e crianças que vivem a margem da sociedade) e as fracas mentalmente.

  • Um alerta
Vejo muitos dizendo por aí "Na Holanda é tudo liberado, todo mundo usa, não vejo mal em usar aqui também.. Eu fico numa onda..." As pessoas esquecem de um detalhe básico, na Holanda quando você consome drogas você aquece a economia; no Brasil você financia o tráfico de armas.
Armas estas que poderão por um fim na sua vida um dia.

Na Holanda você compra maconha como compra cigarro aqui no Brasil. O produto tem impostos e é vendido legalmente em farmácias e padarias. No Brasil quando você compra maconha você contribui com o tráfico de drogas que financiará o tráfico de armas e que possivelmente envolverá uma nova criança para o mundo do crime. Sem falar do enriquecimento ilícito dos "fornecedores". Enquanto um riquinho sabichão fuma seu "baseado" na varanda de sua casa de praia, uma pessoa pode morrer por uma bala perdida disparada por uma arma financiada por ele mesmo.

Há mais o que falar.. Mas acho que vocês já podem ter suas reflexões.
Abraços.